sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Cumprir o Propósito da Sociedade de Socorro

Julie B. Beck Presidente Geral da Sociedade de Socorro

A Sociedade de Socorro foi criada pelo Senhor para organizar, ensinar e inspirar Suas filhas a prepararem-se para as bênçãos da vida eterna.
Queridas irmãs, que bela visão são vocês, e que gratidão sentimos por estarmos aqui hoje! Temos profundo amor e apreço por todas vocês.
Como presidência geral da Sociedade de Socorro, tivemos no ano passado a oportunidade de visitá-las no mundo inteiro. Conversamos com vocês na Alemanha, Dinamarca, Austrália e em Gana. Oramos com vocês em Cingapura, Hong Kong, Índia e no Sri Lanka. Fomos inspiradas e edificadas com vocês no Brasil, no Chile, em Porto Rico, no Canadá e nos Estados Unidos.
Regozijamo-nos em saber que vocês estão “fazendo o bem” como fez o Salvador. Estão realizando um trabalho magnífico. Mas devemos dizer-lhes que há mais a ser feito. Buscamos a inspiração do Senhor para saber como ajudar o sacerdócio na edificação do reino de Deus na Terra. Mais do que nunca, é hora de a Sociedade de Socorro cumprir seu propósito. Para seguir adiante e realizar o que o Senhor deseja, precisamos compreender claramente o propósito da Sociedade de Socorro.
Começarei revendo parte da história da Sociedade de Socorro para explicar por que ela foi criada. Depois, explicarei três responsabilidades que todas as irmãs da Sociedade de Socorro têm em comum. Por fim, explicarei como o Senhor espera que cumpramos o encargo divino que recebemos, tanto individualmente quanto como organização.
I. Por que a Sociedade de Socorro Foi Criada
É impossível compreender a razão de termos uma organização de mulheres na Igreja sem que entendamos a Restauração do evangelho de Jesus Cristo. O Senhor, conhecendo as calamidades que estavam prestes a acontecer nestes últimos dias, falou a Seu servo, Joseph Smith Jr., e deu-lhe “mandamentos (…) para que a fé (…) [aumentasse] na Terra; para que o [Seu] eterno convênio [fosse] estabelecido (…) [e] para que a plenitude do [Seu] evangelho [fosse] proclamada pelos fracos e pelos simples aos confins da Terra”.1
A obra do Senhor é cumprida à medida que Seu evangelho é “pregado a toda nação e tribo e língua e povo”2 e que Seu convênio eterno é estabelecido por meio das ordenanças do templo.
Assim como o Salvador convidou Maria e Marta, na época do Novo Testamento3, a participarem de Sua obra, as mulheres desta dispensação têm o encargo oficial de participar da obra do Senhor. Desde o início da Restauração, as mulheres foram ativas na edificação da Igreja, apoiando o trabalho missionário, contribuindo para a construção de templos e estabelecendo comunidades nas quais os santos pudessem adorar juntos. A organização da Sociedade de Socorro, em 1842, mobilizou a força conjunta das mulheres e seu encargo específico de edificar o reino do Senhor, da mesma forma que a organização dos quóruns do sacerdócio deu responsabilidades específicas aos homens.
Desde sua organização, a Sociedade de Socorro se espalhou pelo mundo inteiro e foi chamada de “a maior e, em todos os sentidos, a melhor organização de mulheres da Terra”.4 Sabemos, por intermédio do Profeta Joseph Smith, que a Sociedade de Socorro fazia formalmente parte da Restauração e que existia uma organização semelhante de mulheres na Igreja, na antiguidade.5 O Presidente Joseph F. Smith ensinou que a Sociedade de Socorro foi organizada “por Deus, autorizada por Deus, instituída por Deus e ordenada por Deus”6, “de acordo com a lei do céu”7, para ajudar o Senhor a “levar a efeito a (…) vida eterna do homem”.8
Por meio da Sociedade de Socorro, as mulheres têm um papel oficial na Igreja, com grandes responsabilidades, “inclusive o trabalho no templo e o ensino do Evangelho”.9 Além disso, a Sociedade de Socorro deve ajudar as mulheres a “plantar e cultivar (…) um testemunho de [Jesus Cristo] e do evangelho”10, “fortalecer a família e o lar”11 e “[cumprir] todas as obrigações familiares”.12 Ela tem a responsabilidade de cuidar das “necessidades dos pobres, doentes e carentes”, mas o Presidente Joseph F. Smith disse que a maior parte de seu trabalho “é cuidar do bem-estar e da salvação (…) de todos os membros do sexo feminino da Igreja”.13
Em resumo, o propósito da Sociedade de Socorro, conforme determinado pelo Senhor, é o de organizar, ensinar e inspirar Suas filhas a prepararem-se para as bênçãos da vida eterna. Quero repetir isso. O propósito da Sociedade de Socorro, conforme determinado pelo Senhor, é o de organizar, ensinar e inspirar Suas filhas a prepararem-se para as bênçãos da vida eterna.
II. Nossas Responsabilidades
Para cumprir o propósito da Sociedade de Socorro, o Senhor encarregou cada irmã da Sociedade de Socorro e a organização como um todo de:
1. Aumentar a fé e a retidão pessoal.
2. Fortalecer as famílias e os lares.
3. Servir ao Senhor e aos Seus filhos.
Cada uma dessas responsabilidades apóia e reforça as outras duas. Quando aumentamos nossa fé, o resultado desse esforço fortalece nossa família. Quando servimos ao Senhor e aos Seus filhos, nossa fé e capacidade de retidão aumentam. As três responsabilidades estão inseparavelmente ligadas. Vamos começar pela primeira responsabilidade.
1. Aumentar a fé e a retidão pessoal. Para fazermos nossa parte no plano do Senhor, temos que aumentar nossa fé e retidão pessoal. Nossa condição de membros da Igreja exige fé, que nutrimos por toda a vida com grande “diligência e paciência e longanimidade”.14 No legado comum que compartilhamos, temos exemplos notáveis de fé que nos foram deixados pelas primeiras mulheres da Igreja. As primeiras pioneiras foram expulsas de seu lar e perseguidas por causa de sua fé. Outras sobreviveram a incêndios e inundações. Cruzaram oceanos e caminharam milhares de quilômetros, suportaram a sujeira e as doenças e quase morreram de fome para edificar o reino de Deus na Terra. Muitas delas sepultaram o marido, os filhos, os pais e irmãos ao longo do caminho. Por que fizeram isso? Fizeram porque a chama da fé ardia em sua alma. Aquelas mulheres extraordinárias não buscavam roupas finas, conforto, grandes mansões terrenas ou mais posses. Como vocês, elas tinham uma convicção e um testemunho de que o evangelho restaurado de Jesus Cristo era verdadeiro e que o Senhor precisava de que fizessem sua parte no estabelecimento de Seu reino na Terra. Sua busca de retidão pessoal traduzia-se no empenho diário de tornarem-se mais semelhantes ao Salvador, por meio do arrependimento, do estudo das escrituras, da oração, da obediência aos mandamentos, procurando toda coisa “virtuosa, amável, de boa fama ou louvável”.15
2. Fortalecer as famílias e os lares. Nossa segunda responsabilidade é fortalecer as famílias e o lares. No mundo inteiro, a família está sendo atacada e enfraquecida por práticas corruptas e ensinamentos falsos. Portanto, quer sejamos casadas ou solteiras, jovens ou idosas, temos o dever de defender e praticar as verdades que se encontram em “A Família: Proclamação ao Mundo”.
A Primeira Presidência aconselhou: “Por mais dignas e adequadas que sejam outras obrigações ou atividades, não podemos permitir que tomem o lugar dos deveres que nos foram atribuídos por Deus e que só os pais e a família podem desempenhar adequadamente”.16 As crianças que nascem hoje estão crescendo num mundo cada vez mais pecaminoso. Nosso lar precisa ser seu refúgio do contato diário que têm com o mal.
A Sociedade de Socorro deve ser organizada, preparada e mobilizada para fortalecer a família e ajudar o lar a ser um santuário sagrado no mundo. Aprendi isso há vários anos, quando era recém-casada. Meus pais, que eram meus vizinhos, anunciaram que se mudariam para outra parte do mundo. Eu contava com o amparo e o exemplo sábio e encorajador de minha mãe. Mas ela ficaria longe por muito tempo. Isso foi antes de existirem e-mails, aparelhos de fax, telefones celulares e webcams, numa época em que as cartas demoravam muito para chegar. Na véspera de sua partida, sentei-me com ela, chorando, e perguntei: “Quem será minha mãe?” Ela refletiu cuidadosamente e, com o Espírito e o poder da revelação que mulheres como ela recebem, disse: “Se eu nunca voltar, se você nunca mais me vir, se eu nunca mais puder ensinar-lhe outra coisa, apegue-se à Sociedade de Socorro. A Sociedade de Socorro será sua mãe”.
Minha mãe sabia que, se eu ficasse doente, as irmãs cuidariam de mim e que, quando eu tivesse meus bebês, elas me ajudariam. Mas a maior esperança da minha mãe era a de que as irmãs da Sociedade de Socorro seriam líderes vigorosas e espirituais para mim. Comecei, desde aquela época, a aprender muito com mulheres de grande estatura espiritual e fé.
Três mulheres ocuparam o chamado de presidente da Sociedade de Socorro das minhas alas, enquanto meus pais moraram longe. Alta Chamberlain me convidou a dar aulas de administração do tempo e organização do lar para as outras irmãs, talvez porque tivesse notado que eu precisava melhorar essas aptidões. Jeanne Horne me incentivou a terminar meu primeiro estudo pessoal sério do Livro de Mórmon. Recebi de Norma Healey meus primeiros cargos na fábrica de enlatados, e ela me ensinou muito sobre o serviço. Aquelas mulheres maravilhosas compreendiam o propósito da Sociedade de Socorro.
3. Servir ao Senhor e aos Seus filhos. A terceira responsabilidade de todas as mulheres da Igreja é a de servir ao Senhor e aos Seus filhos. É interessante notar que, nos primeiros anos em que minha mãe esteve distante, servi como presidente da Primária da ala, e mais tarde como presidente das Moças da ala. Fui membro do conselho da ala, trabalhando sob a direção do bispado. O Presidente Boyd K. Packer ensinou que “assim como [o serviço de muitos irmãos do Sacerdócio Aarônico] fortalece o Sacerdócio Maior, (…) prestar esse serviço abnegado [nas Moças e na Primária] é demonstrar devoção à Sociedade de Socorro”.17 Quando servimos em outra auxiliar, não somos desobrigadas da irmandade da Sociedade de Socorro. Como não entramos na Sociedade de Socorro nem saímos dela, estamos sempre ligadas ao seu propósito e a suas responsabilidades, tendo a bênção de sempre poder deixar nosso exemplo para os filhos de nosso Pai e de apascentá-los com fé.
A Sociedade de Socorro tem entre seus encargos algumas das mais extraordinárias oportunidades de serviço deste mundo à disposição de todas as irmãs. Em minhas viagens por todo o mundo, vi que milhares e milhares de vocês que não têm atualmente marido ou filhos, são um reservatório incrível de fé, talentos e dedicação. Ninguém está em melhor situação do que vocês para realizar o trabalho do templo, servir em uma missão, ensinar a nova geração e ajudar os que são oprimidos. O Senhor precisa de vocês.
Também me maravilhei com a juventude e energia de vocês que estão saindo do programa das Moças e passando a fazer parte da Sociedade de Socorro. Vi que vocês têm grande anseio no coração de fazer algo de bom neste mundo. Freqüentemente imagino o que poderia acontecer com o trabalho de história da família, por exemplo, se vocês compartilhassem suas habilidades técnicas com as irmãs mais velhas como eu! Simplesmente não podemos dar-nos ao luxo de desperdiçar seu vigor jovem e dinâmico sugerindo que fiquem quietas, vendo mulheres mais velhas e experientes fazerem todo o planejamento, a organização e o trabalho da Sociedade de Socorro.
III. Cumprir o Propósito
Podemos fazer o trabalho do Senhor à maneira Dele quando buscamos, recebemos e seguimos a revelação pessoal. Sem revelação pessoal, não podemos ter sucesso. Se dermos ouvidos à revelação pessoal, não há como fracassarmos. O profeta Néfi ensinou que o Espírito Santo “vos mostrará todas as coisas que deveis fazer”.18 Foi profetizado que nos últimos dias o Senhor derramaria Seu Espírito sobre Suas jovens.19 Isso acontecerá, se nos permitirmos ficar suficientemente quietas e serenas para ouvir a voz do Espírito. O Élder Neal A. Maxwell ensinou que receber revelação para nosso chamado e em nossa vida pessoal “exige um árduo esforço mental de nossa parte. (…) A revelação não acontece apertando botões, mas esforçando-nos, freqüentemente com o auxílio do jejum, do estudo das escrituras e da reflexão pessoal.
Acima de tudo, a revelação exige que tenhamos um nível suficientemente elevado de dignidade pessoal, portanto, de vez em quando, a revelação pode chegar ao justo sem que tenha sido solicitada”.20
IV. Conclusão
O Presidente Spencer W. Kimball declarou, há vários anos, que “há um grande poder nessa organização que ainda não foi plenamente exercido para fortalecer os lares de Sião e edificar o Reino de Deus — nem há de ser até que as irmãs e o sacerdócio compreendam realmente o que é a Sociedade de Socorro”.21 A Sociedade de Socorro foi criada pelo Senhor para organizar, ensinar e inspirar Suas filhas a prepararem-se para as bênçãos da vida eterna. Nosso objetivo é apoiar as mulheres da Igreja em suas responsabilidades individuais, garantindo que todas as reuniões, lições e atividades que realizarmos as ajudem a aumentar sua fé e retidão pessoal, fortalecer sua família e seu lar, e servir ao Senhor e aos Seus filhos.
A única maneira pela qual podemos realizar isso é buscando, recebendo e seguindo a revelação pessoal. O verdadeiro poder dessa grande irmandade mundial está em cada mulher. Embora talvez nos consideremos fracas e incapazes, todas compartilhamos um nobre legado e podemos desenvolver uma fé igual à das mulheres notáveis e fiéis que nos antecederam. Temos um papel vital a desempenhar na edificação do reino de Deus e na preparação para a vinda do Senhor. Na verdade, o Senhor não pode realizar Sua obra sem a ajuda de Suas filhas. Por esse motivo, o Senhor espera que aumentemos nossa oferta. Ele espera que cumpramos como nunca o propósito da Sociedade de Socorro. Sinto-me grata por poder prestar testemunho da veracidade do evangelho restaurado de Jesus Cristo e de que temos hoje um profeta vivo que lidera Sua obra. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
Notas
1. D&C 1:17, 21–23.
2. D&C 133:37.
3. Ver Lucas 10:38–42.
4. Boyd K. Packer, “The Circle of Sisters”,Ensign, novembro de 1980, p. 109.
5. Ver Eliza R. Snow, “Female Relief Society”, Deseret News, 22 de abril de 1868, p. 1.
6. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja — Joseph F. Smith (curso de estudos do Sacerdócio de Melquisedeque e da Sociedade de Socorro, 1998), p. 184.
7. D&C 102:4.
8. Moisés 1:39.
9. Dallin H. Oaks, “O Sacerdócio e as Auxiliares”, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 17.
10. A Primeira Presidência,“Memorandum of Suggestions”, 29 de março de 1940, p. 2.
11. Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 18.
12. D&C 20:47; ver também versículo 51.
13. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph F. Smith, 1998, p. 185.
14. Alma 32:43.
15. Regras de Fé 1:13.
16. Carta da Primeira Presidência, 11 de fevereiro de 1999.
17. Ensign, novembro de 1980, p. 110.
18. 2 Néfi 32:5.
19. Ver Joel 2:29.
20. Neal A. Maxwell, “Revelação”, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 11 de janeiro de 2003, p. 4.
21. Spencer W. Kimball, “Relief Society—Its Promise and Potential”, Ensign, março de 1976, p. 4.

Dicas para uma aula Espiritual.

Não se limite a aulas expositivas. Envolva os alunos nas discussões e atividades.Incentive-os a ler, marcar e estudar as escrituras. Permita-lhes descobrir por si própriosos gloriosos princípios que o Pai Celestial nos concedeu no plano de salvação.Lembre que as doutrinas, princípios e ordenanças do evangelho só poderãopreparar-nos para a exaltação se os aplicarmos à nossa vida. Estimule os alunos aviverem de acordo com os preceitos discutidos em classe.O Senhor disse: “O Espírito ser-vos-á dado pela oração da fé; e se não receberdes oEspírito, não ensinareis”. (D&C 42:14) Ajude os alunos a sentirem e reconhecerem ainfluência do Espírito Santo para que se preparem para aplicar os princípiosaprendidos. As sugestões a seguir podem ajudá-lo a convidar o Espírito a estarpresente em sua classe:1. Ore. Ao preparar-se para ensinar, ore para que o Espírito Santo o ajude acompreender as doutrinas e os princípios que ensinar e as necessidades dosalunos. Durante a aula, ore no coração para ser guiado pelo Espírito e conseguirtocar os alunos. Lembre que o Espírito Santo é o verdadeiro professor de suaclasse.2. Use as escrituras. Incentive os alunos a trazerem as escrituras semanalmente emostre que é nelas que se baseiam as doutrinas e princípios discutidos nas aulas.Ajude-os a aprenderem a utilizar as notas de rodapé e outros auxílios de estudocontidos nas obras-padrão.3. Preste testemunho. Testifique sempre que o Espírito o solicitar, não só no fim daaula. Preste testemunho do Salvador. Se for o caso, peça também aos alunos queprestem testemunho.4. Utilize os hinos. Os hinos de Sião podem ajudar a preparar os alunos parasentirem o Espírito. Alguns jovens podem mostrar-se hesitantes para cantardurante as aulas, mas você pode valer-se de outros métodos para usar os hinos noensino. Os alunos podem ler a letra de um hino ou refletir sobre ela enquantoalguém o toca. Você pode ainda pedir a uma pessoa ou a um pequeno grupo quecante um hino. Pode também tocar fitas com hinos.5. Expresse seu amor. Diga aos alunos que você os ama. Externe seu amor pelo PaiCelestial e pelo Salvador.6. Conte experiências pessoais. Demonstre aos alunos que seu testemunho estáalicerçado em experiências na prática do evangelho. Relate experiências simplesdo cotidiano que o tenham ajudado a compreender os princípios do evangelho,como a importância da oração ou as bênçãos resultantes da obediência aosmandamentos. Se for o caso, estimule os alunos a relatarem suas impressões,sentimentos e experiências relacionados às doutrinas e princípios ensinados.Às vezes, você ou um aluno pode ser inspirado a contar uma experiênciaespiritual. Lembre que elas são sagradas e não devem ser relatadas comleviandade, mas com “cuidado e por indução do Espírito”. (D&C 63:64) Siga ossussurros do Espírito Santo para discernir quais experiências deve contar e orienteos alunos a fazerem o mesmo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Façamos Boas Escolhas Élder Ulisses Soares - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Fevereiro/2009)

Jacó, irmão de Néfi, era conhecido como um homem que tinha muita fé no Senhor e que, a despeito das provas que recebeu, tinha uma reação positiva, constante e firme, e não podia ser abalado. Jacó nasceu no deserto, depois que sua família deixou Jerusalém, e desenvolveu fé no Senhor graças à influência de seus pais e de seu irmão Néfi. Por isso, recebeu muitas revelações em vida, recebeu a ministração de anjos e ouviu a voz do Senhor (ver Jacó 7:5).Devido às escolhas que fez na vida, foi capaz de cumprir aquilo que lhe foi designado — registrar a história de seu povo para que todos aqueles que futuramente a lessem pudessem se beneficiar de sua fé e recebessem bênçãos.Recentemente, durante uma conversa com um ex-missionário, ouvi-o contar a respeito de sua experiência. Ele disse que, durante sua missão, precisou exercitar a fé constantemente para fazer boas escolhas, ao longo de cada dia de sua missão, para poder atingir seu objetivo como missionário. “Sintome extremamente abençoado; sei que a missão foi um bom treinamento para a vida, pois à medida que exerço fé para escolher corretamente, posso determinar meu futuro e ter uma vida plena de felicidade”, acrescentou.Por fazermos parte de uma geração especial, que vive no limiar dos tempos, enfrentamos escolhas difíceis em nosso dia-a-dia, especialmente neste mundo tão conturbado e com valores éticos sendo cada vez mais combatidos. Segundo os nossos profetas atuais, nossos problemas não são novos, mas hoje em dia são mais intensos do que o eram num passado muito recente.Se nos lembrarmos da experiência de Jacó, quando seus valores e fé foram explicitamente atacados por Serém, podemos nos inspirar para escolher o que é correto diante dos desafios diários. Apesar de Serém ser instruído e conhecer a língua do povo, de ser perito em lisonjear as pessoas e ter muita habilidade no uso das palavras para persuadir, ele não acreditava em Deus e nem no futuro.Serém fez suas escolhas influenciado pelo poder do mal, chegando mesmo a dizer que foi enganado pelo inimigo. Antes de sua morte, declarou: “Temo haver cometido o pecado imperdoável, porque menti a Deus; pois neguei o Cristo e disse que acreditava nas escrituras; e elas verdadeiramente testificam dele. E por haver assim mentido a Deus, tenho muito medo de que a minha situação seja terrível; mas a Deus confesso-me” (Jacó 7:19).Nós representamos o futuro da Igreja em nosso país, e o inimigo quer prejudicar-nos, quer destruir nossa fé e levar-nos por caminhos ilusórios e atraentes, que na verdade são mortais e trarão muita miséria em nossa vida.Falando sobre as névoas de escuridão no sonho de Leí, Néfi disse aos seus irmãos: “As névoas de escuridão são as tentações do diabo que cegam os olhos e endurecem o coração dos filhos dos homens, conduzindo-os a caminhos espaçosos para que pereçam e se percam” (1 Néfi 12:17).Néfi estava tentando dizer que quando nos deixamos levar pelas tentações do inimigo, não fazendo o que é certo, ficamos cegos para as conseqüências de nossas decisões erradas e nos tornamos orgulhosos, e não somos ensináveis. Ai está o grande perigo, pois é nesse momento que tomamos as decisões erradas que podem nos levar até a morte espiritual.O Presidente Monson disse, em 2 de junho de 2008, em Brasília, durante a reunião com os membros: “Nós nos tornamos o que nós escolhemos. Nossas escolhas determinam nosso destino.”E acrescentou: “Confio que vamos escutar os conselhos de nossos líderes, que são inspirados para guiar-nos no caminho que devemos escolher. (…) Eu espero que escutem àqueles que os amam e que têm as melhores intenções no coração. (…) Que possamos escutar os sussurros do Espírito Santo. Prometo que, se escutarem o Espírito Santo, se houver um desejo de retidão em seu coração, se sua conduta refletir esse desejo, serão guiados pelo Santo Espírito”.Que promessa maravilhosa ouvimos de um Profeta vivo em nossos dias! Podemos contar com essa ajuda preciosa ao fazer nossas escolhas diariamente.O Élder W. Craig Zwick, dos Setenta, disse certa vez: “Ao fazermos escolhas corretas nas pequenas coisas diariamente, o Senhor nos fortalecerá e nos ajudará a escolher o certo durante os tempos de dificuldade”.Em D&C 58:27-28 lemos o seguinte: “Em verdade eu digo: Os homens devem ocupar-se zelosamente numa boa causa e fazer muitas coisas de sua livre e espontânea vontade e realizar muita retidão. Pois neles está o poder e nisso são seus próprios árbitros. E se os homens fizerem o bem, de modo algum perderão sua recompensa”.Presto meu testemunho de que, ao fazer boas escolhas hoje, estaremos construindo um futuro de plena alegria que fortalecerá nossa fé e retidão. Sei que, ao desfrutar daquela alegria, seremos fortalecidos para continuar a perseverar no caminho que nos levará de volta à presença de nosso Pai Celestial.

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Vídeo / Vassoura de garrafa PET passo a passo

Lugar de gente Feliz!!!!

Olá amiga!! Espero que goste do meu blog. Aqui estarei postando algumas atividades da Estaca Petrópolis - Rio de Janeiro. E como educadora não posso deixar de falar sobre o assunto. Seja bem-vinda sempre!!!! Beijossssss